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Mostrando postagens de junho, 2014

Rosto

O seu rosto.

A visão mais bela que eu já pude ter.
A coisa capaz de prender meu olhar pelo tempo que quisesse.
O brilho que ele carrega iluminaria até as profundezas do inferno.
Perdi as contas de quantas vezes te olhar melhorou meu dia.
E ao fechar meus olhos a noite, era como se você estivesse olhando pra mim.
De tanto olhar, acabei te gravando em minha retina.
Olhava o seu rosto e sabia que era feliz.

Mas, agora, o seu rosto me incomoda.
Já não consigo lembrar dos traços, da forma do sorriso, do olhar arrebatador.
Por mais que eu force, não consigo visualizar o que um dia era o motivo que me fazia sorrir ao acordar.
A imagem que outrora se formava quase que como instinto, agora é apenas um borrão difuso em minha mente.
Mas sabe o que é mais triste?
É que não faz nem dez minutos que passei por você e te cumprimentei.

Realidade alternativa

E se existirem universos paralelos?

E se em outra realidade eu for um criminoso, ou um rockstar? Eu posso nesse exato momento estar, em outro mundo, roubando um banco, ou fazendo o almoço, talvez esteja trabalhando na roça... Imagina se toda vez que uma pessoa pensa em "algo que poderia ter sido", na realidade ela está tendo um vislumbre de uma outra vida que está vivendo no exato momento, numa linha de tempo completamente diferente?

Nós temos tantas opções de caminhos que podemos seguir, mas a vida nos obriga a escolher um. E na sua linha do tempo é posto um ponto que indica o caminho que você seguiu. Então, num universo paralelo você escolheu o outro caminho e muito provavelmente está fazendo uma coisa completamente diferente de "estar na frente do computador lendo um texto". Imagina as possibilidades? As escolhas que você não fez nesse universo, você fez no outro, que levam a outras escolhas, que levam a outras realidades, num ciclo quase infinito...

Mas eu tenho certeza que mesmo que existam outras realidades, existe também uma centelha de certeza dentro de nós que nos fará, mesmo vivendo outras vidas, mesmo sendo pessoas diferentes do que somos agora, repetir um mesmo erro em todas elas.