Esperando

Ele estava inquieto.

Sentava no sofá, mas não ficava ali por muito tempo. Levantava e andava de um lado para o outro, vagava pelos cômodos da casa. Voltava pra sala e olhava para a porta, na esperança de vê-la se abrir.

Enquanto via o seu pequeno amigo aflito, o rapaz andou até ele lentamente e o fez um carinho, que foi respondido com um latido e um abano de rabo. Ao se sentar no chão ao lado do amiguinho, ele falou, tristonho:

 - É, pequeno, é melhor se acostumar. Ela não vai mais voltar.

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